Querido Diário Lunar,
Tailândia, 2022.
Quem nunca deixou as frescuras de lado numa viagem só pra dizer “eu vivi isso!” que atire a primeira pedra. Eu sou do time que acredita que provar a comida local é parte essencial da experiência cultural — mas, meus amigos, até a aventura gastronômica tem limite. Spoiler: eu não tive. 😅
Tudo começou ainda no Brasil, quando convenci a Bárbara a levar uma farmácia portátil na mala: remédio pra estômago, carvão ativado, reza forte, benzedeira em potinho, o que fosse. Porque, veja bem, eu sabia onde estava me metendo. A Tailândia é um país INCRÍVEL, mas o combo “calor + comida de rua + higiene duvidosa” é um verdadeiro prato cheio. Literalmente.
Primeira parada: Bangkok. Cidade vibrante, templos lindos, cultura riquíssima e… o Pad Thai reinando absoluto em praticamente TODAS as refeições. Se você nunca comeu, ele é tipo o miojo da Tailândia, só que com camarão, amendoim, broto de feijão e emoção.
Até aí, tudo certo. Mas aí veio o momento Discovery Channel da viagem: a guia achou que seria uma boa ideia nos mostrar “onde a mágica acontece”. E nos levou até a cozinha. Só que, né, cozinha era uma barraquinha na calçada, com os ingredientes tomando sol e poeira como se estivessem curtindo férias no Rio de Janeiro. Eu já devia ter ligado o alerta vermelho, mas o espírito aventureiro falou mais alto (maldito seja!).
E aí chegou o grande momento: o famoso mercado flutuante Damnoen Saduak. Um monte de gente em barquinhos vendendo de tudo — frutas, lembrancinhas, e claro, COMIDA. Vimos uma senhora simpática oferecendo duas sopas por UM DÓLAR. Sim, UM dólar! Eu, besta que sou, pensei: “oportunidade imperdível!” (Spoiler nº 2: era perfeitamente perdível 😂).
Bárbara, fresca como sempre, passou. Mas eu? Já estava na segunda colherada quando olhei pro lado e vi a senhora preparando o próximo caldo… usando a água do RIO. Sim. A MESMA água em que os barquinhos estavam boiando. 🤡
Já dá pra imaginar o desfecho: suadeira, mal-estar, visitas dramáticas ao banheiro e uma nova fobia — Pad Thai virou meu terror culinário 🤢. Só de ouvir o nome, meu estômago já se esconde em posição fetal.
Moral da história? Comer como um local é incrível, MAS COM LIMITES, PELO AMOR DE DEUS. Às vezes, o que reluz no mercado flutuante é só hepatite com sotaque.








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